Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
Como uma febre,uma dor de cabeça, algo assim que vai e vem rápido, assim sou eu nas vezes em que fico indignada com alguns pensamentos...e pensamentos que não dizem somente sobre o meu eu e o meu mundo, ou seja: família, trabalho e adjacentes...são questões que ultrapassam as minhas "janelas".No post de ontem, fui fundo no que penso o que é o existir (para mim), claro que envolvendo o meu universo que é educação.Passeei pelos componentes curriculares.
Hoje, vi um comentário numa rede social e rapidamente veio-me um "insight".Passando na rua,cruzo com o autor da frase que me chamou atenção.Ao parar para parabenizá-lo, adentramos numa variedade de assuntos, já que um assunto puxa o outro e quase já era noite quando resolvemos por fim a conversa, que pelo jeito ainda tem muito a render e com certeza depois postarei aqui.É que às vezes o que pensamos é tão forte que dá um certo medo de ser má interpretada (eu sou campeã nisso).Não sei dizer ao certo se é filosofia, divagação, ou outra coisa, mas sei que são pensamentos e que não farão mal a ninguém, muito pelo contrário...ah se uma parcela concordasse com oque discutismos.Por hora, posto um conceito de filosofia que encontrei por aí nessa rede, à procura daquilo que pudesse explicar-me essas "inquetações":
"O que é filosofia? À primeira vista, fazer filosofia parece uma coisa inútil. Ficar refletindo sobre conceitos abstratos como verdade, liberdade e justiça, entre outros, parece não nos levar a lugar algum, como naquele filme “Monty Python e o Sentido da Vida. Mas, de fato, Sócrates mostrou o quanto é importante fazermos perguntas sobre nossas ideias, principalmente sobre aquelas da qual temos plena certeza. Para ele, refletir sobre aquilo que acreditamos saber ajuda-nos a rever nossos argumentos, seja para reforçá-los, seja para descobrir neles alguma falha. Sem um exame constante de nossas opiniões, crenças e valores, podemos nos tornar dogmáticos, imaginando que nosso conhecimento das pessoas e do mundo está pronto e acabado. A maneira de realizar essa análise das ideias é o diálogo, uma sucessão de perguntas precisamente formuladas e respostas que levam a novas perguntas. É por isso que Sócrates afirmou: “uma vida sem reflexão não vale a pena ser vivida”. Assim, embora seja perfeitamente possível viver sem jamais indagar sobre os fundamentos das nossas crenças, quando o fazemos, nossa vida se transforma. É como no filme Sociedade dos Poetas Mortos, onde o professor interpretado por Robin Williams fala da importância de se estudar poesia: ao lidar com nossas emoções mais profundas, a poesia é aquilo que dá à nossa vida um sentido, uma razão para viver. Refletir sobre o que pensamos ser verdadeiro nos ensina a fazer o mesmo com a opinião dos outros: tornamo-nos mais cautelosos e menos propensos a acreditar imediatamente no que nos dizem e passamos a tomar nossas próprias decisões, sem depender do pensamento de mais ninguém. É por isso que, para Sócrates, a filosofia nos liberta: ao avaliarmos as opiniões em geral, tornamo-nos mais críticos e mais capazes de escolher, por nós mesmos, nossas crenças e valores."
Estavam reunidos alguns colegas de trabalho a pensar acerca de projetos referentes à educação.Parecia até que fazia anos que a gente não se via e falávamos assim como quem se encontra pra tomar, um chopp num barzinho, tomar um sorvete ou um café.
Sorrimos descontraidamente falando sobre temáticas muito interessantes e pertinentes ao instante.Parecia que a filosofia tinha tomado conta do quadro geral, pois ressucitamos das primeiras descobertas à época atual.
Passamos pela Literatura entre outras pautas mais...é como se fôssemos fontes inesgotáveis exarcebados românticos ou às vezes secos racionais.
Algo passou-me pela cabeça e parecia papo de maluco, mas botei em pauta o que sentia...sem exitar por um minuto:
trabalharíamos o" porquê" de existirmos através dos componentes curriculares pensando na frase que diz que só o fato de pensar já me faz existir.
Vamos ao Português?Eu existo em português, pq sou um sujeito, sou um substantivo próprio, pois tenho nome e às vezes sou um substantivo comum (no sentido de ser pessoa igual a todas as outras);também sou pronome, sou verbo, etc e tal.
Em Matemática eu existo pq sei que sou um, que posso produzir, dar à luz a mais um e por ai vai;
Em Ciências, eu sou matéria e ocupo um lugar no espaço;
Em História eu sou eu pq desde que nasci tenho registro e antepassados que comprovam minha existência;
Em Geografia, com um gps qualquer pessoa pode me localizar, ou através de telefone fixo, celular,rede sociais, etc;
Em Ensino Religioso , para os outros posso ser apenas um átomo, uma célula, mas para Deus eu sou importante, logo existo!
Agora se tem mais coisa que a gente discutiu, nem lembro, mas se vc que lê, quiser acrescentar, pode achegar-se e sua opinião postar...
Sentado à beira do caminho (Roberto e Erasmo Carlos)
E só para contrariar ou fazer um paradoxo do que disse acima, posto um vídeo com a música preferida da minha mãe...
Quase acreditei
que não era nada,
ao me tratarem como nada.
Quase acreditei
que não seria capaz,
quando não me chamavam,
por acharem que eu não era capaz.
Quase acreditei
que não sabia,
quando não me perguntavam
por acharem que eu não sabia.
Quase acreditei
ser diferente entre tantos iguais,
entre tantos capazes e sabidos,
entre tantos que eram
chamados e escolhidos.
Quase acreditei
estar de fora
quando me deixavam de fora
por que...que falta fazia?
E de quase acreditar adoeci;
busquei ajuda com doutores,
mestres, magos e querubins.
Procurei a cura em toda parte
e ela estava tão perto de mim
Me ensinaram a olhar
para dentro de mim mesmo
e perceber que sou exatamente,
como os iguais que me faziam diferente.
E acreditei profundamente em mim.
E tenho como dívida com a vida
Fazer com que cada ser humano
se perceba, se ame, se admire de si mesmo, como verdadeira
fonte de riqueza.
Foi assim que cresci: acreditando
sou exatamente do tamanho de
cada ser humano.
E por acreditar perdi o medo de dizer, de falar, participar e até de cometer enganos.
E se errar?
Paciência, continuo vivendo, e por isso aprendendo.
DA FELICIDADE
Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!
DA OBSERVAÇÃO
Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio...
A intenção de citar Mário Quintana neste domingo, nasceu de uma curiosidade, de uma observação, das frases que um colega sempre põe em exposição.Assim como quem procura acha, e eu achei...não postei só a que eu procurava, mas outras das quais me agradei.
Domingo de felicidades à vocês...que se deliciem como eu, principalmente com a última frase de Quintana que aqui postei...usando uma figura de linguagem, posso dizer que de "sorrir quase me acabei".Rsrsrsrsrs